O Senado brasileiro, base das decisões políticas do nosso país, está em estado terminal. Se transformou numa rinha de cães. Ou melhor, nem gostaria de comparar os pobres cães aos nossos politicos.
Cada senador está com o rabo preso a uma centena de outros políticos, sendo que ninguém na casa tem a "ficha limpa o suficiente" para denunciar e efetivamente tirar os nossos coronéis do poder sem ser igualmente acusado de alguma irregularidade.
Entre acusações e acordos, vemos nossos representantes colecionarem cada vez mais privilégios às nossas custas, e quebrarem cada vez mais seu decoro parlamentar sem que sejam ao menos punidos. A nossa política está tão afundada na lama que se permite a politicos como Renan Calheiros e Fernando Collor, vergonhosamente eleitos depois de tanto prejudicarem nosso país, juntar forças para defender José Sarney, cujas ONZE acusações foram arquivadas pela comissão de ética do senado. Nosso presidente, para variar, não sai de cima do muro, não sabe se defende ou se acusa Sarney, mas já afirmou em outras palavras que a figuras como Sarney devemos aplicar uma lei mais branda.
Como se sabe, varias foram as vezes que a política brasileira enfrentou crises, mas "nunca na história desse país", talvez nem mesmo durante a ditadura, fomos tão espectadores e tão pouco agentes de mudança. Assistimos a tudo como quem assiste a um espetáculo (diria uma trajédia).
Nas palavras de Sérgio Malbergier, colunista da Folha:
Se o Brasil já fosse sério, Paulo Duque (PMDB-RJ), segundo suplente de Sérgio Cabral, que nunca teve um voto, não seria o presidente da Comissão de Ética do Senado.
Se o Brasil já fosse sério, claro, José Sarney não seria o presidente do Senado.
Os profissionais da esculhambação do Brasil estão preocupados e disparam suas armas. Percebem que a revolta contra Sarney é uma revolta contra eles todos. Uma revolta contra o lado PMDB do brasileiro. Contra a impunidade. Contra esse sistema político cada vez mais podre e insuportável.
Sarney foi presidente, governador, deve ter a mais extensa ficha da política brasileira e um dos maiores patrimônios. O movimento contra (o que) Sarney (representa) pode até ser derrotado no Senado, mas leva uma vitória ao país: a indignação cresce, a internet a difunde e mobiliza. Esse arranjo político é tão velho e anacrônico que seu fim se impõe.
Felizmente, temos em nosso poder um instrumento de mobilização que as outras gerações não tiveram: a internet. Através dos blogs, emails, mensagens do twitter, etc., a mobilização se torna possível até mesmo em lugares tão controlados quanto o Irã. Podemos, e devemos, fazer nossa parte para a moralização da política brasileira. A responsabilidade de limpar a lama do senado é mais nossa do que de qualquer comissão de ética.
Defendamos nosso país, defendamos aquilo que é nosso por direito.Voltemos para as ruas com a cara pintada como o povo já fez contra Collor, vamos defender a ética brasileira mais uma vez. Não queiramos passar para a história como uma geração desligada quanto ao futuro do NOSSO BRASIL.
Eu, como cidadão brasileiro, com orgulho do meu povo e da minha terra e indignação com os dirigentes do meu país, vou lutar contra a transgressão do nosso país.
Queria deixar meu salve pro mano Lourenço, um cara com idéias na mente.
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